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O AMBIENTE
O que mais
identifica o semi-árido nordestino é a sua inconsistência climática,
caracterizada não só pela escassez, mas sobretudo pela
irregularidade das chuvas no tempo e no espaço, o que dificulta o
planejamento e a execução das atividades agropecuárias.
A Grande Depressão Sertaneja - onde estão localizadas bacias
leiteiras importantes, entre as quais a do sertão sergipano -
segundo zoneamento realizado pela Embrapa Semi-árido, constitui-se
na unidade de paisagem típica dessa região, caracterizada por relevo
predominantemente suave-ondulado, cortado por vales estreitos,
observando-se, de forma isolada, na linha do horizonte, elevações
residuais, testemunhos dos ciclos intensos de erosão que atingiram
grande parte da região.
O clima é
quente, semi-árido, e apresenta dois períodos chuvosos distintos: o
primeiro, em maior proporção, ocorre na região mais seca (sertão),
de outubro a abril; e o segundo ocorre na região de clima mais ameno
(agreste), de janeiro a junho, com variações. No semi-árido
sergipano as chuvas são mais freqüentes de abril a agosto. De modo geral, a precipitação média
anual em toda a unidade de paisagem é da ordem de 500 a 800 mm.
A vegetação
natural predominante é a caatinga hipoxerófila, nas áreas menos
secas, e de caatinga hiperxerófila, nas áreas de seca mais
acentuada.
Os solos predominantes apresentam grande diversidade, variando desde
solos bruno não cálcicos, cascalhentos, de alta fertilidade natural,
a planosolos rasos e pedregosos, além de solos litólicos, ambos
medianamente férteis, com problemas de salinidade nas meso regiões
do Centro Norte Baiano e nos Sertões de Alagoas e Sergipe.
O potencial hidrogeológico pode ser considerado baixo, na maior parte da área,
com poços apresentando profundidade média de 60 metros e vazão de
1,3 l/s, sendo as águas carregadas de sais, na maioria dos casos.
Por outro lado, os períodos prolongados de seca, com temperaturas
elevadas e baixa umidade relativa do ar, constituem-se em fatores
desfavoráveis à incidência dos endo e ectoparasitas e das doenças
infecto-contagiosas que acometem os animais e as plantas, o que se
constitui em vantagem comparativa para a produção orgânica.
A Caatinga, que
na língua indígena significa "mata-branca" - aspecto que
adquire quando a maioria das suas espécies de plantas perdem
as folhas na estação seca - estende-se pelos domínios do
clima semi-árido (844.453 km2), cerca de 10% do território
brasileiro, compreendendo grande parte dos estados do Ceará,
Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas,
Bahia, chegando ao sul e leste do Piauí e norte de Minas
Gerais. É um bioma único e apresenta grande variedade de
paisagens, relativa riqueza biológica e endemismo.
As plantas
da caatinga possuem adaptações ao clima, como folhas
transformadas em espinhos, cutículas impermeáveis, caules
suculentos etc. Todas essas adaptações lhes conferem aspecto
característico denominado xeromorfismo. A perda das folhas é uma
adaptação para reduzir a transpiração e raízes bem desenvolvidas
aumentam a capacidade de obter água do solo. O aspecto agressivo
da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores
emergentes no período das chuvas (Fonte: www.mma.gov.br ).
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